Comunas ou Concelhos

Por António Borges Coelho

Sobre o livro

Existiu um movimento concelhio peninsular, não no sentido de política administrativa ou de organização do território impulsionada de cima por monarcas e senhores mas no de forças sociais e políticas organizadas de baixo e por fim vitoriosas?

Estaria a resposta nos forais, esses «livros de linhagens» da liberdade popular?

A quem a iniciativa destes monumentos jurídicos?

À aristocracia senhorial?

Visariam os forais fins exclusivamente económicos, fiscais e administrativos, na intenção expressa de povoar e defender o território, ou resultariam, tácita ou abertamente, desse movimento que irrompe de baixo?

Isto é, o movimento concelhio impôs-se ou não com o impacto e as armas de uma verdadeira revolução?

Não é o que inculcam as transformações sociais que se escondem por trás do formulário jurídico?

Mas acaso os concelhos teriam alcançado a força de órgãos do poder político?

Constituiriam verdadeiras comunas?

O que se entende por comuna?

De que classe ou classes serão então estas comunas ou concelhos o instrumento?

Mas haveria mesmo classes sociais ou apenas ordens? Constituiriam comunas todos os concelhos?

Que acontecimentos são marcados pela mesma força?

Por exemplo, que relações tem o movimento concelhio com os episódios da Reconquista?

Que esclarecem eles sobre o povoar e o ermar?

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