CASA DE FARINHA EM MACUNÍMA: MATA, MALINEZAS, TEOGONIA E ENCANTARIA

Por Arlete de Amorim

Sobre o livro

E se o aparente caos de Macunaíma obedecesse a uma lógica rigorosa?

Neste ensaio, a obra de Mário de Andrade é relida como uma construção de grande liberdade inventiva sustentada por um projeto formal preciso. À maneira de uma composição musical, a narrativa organiza-se por recorrências, variações e diálogos temáticos.

Longe de serem simples ornamentos, a mitologia amazônica e os Encantados emergem como princípios estruturantes do romance. A metáfora da “casa de farinha” revela um processo de transformação coletiva, no qual mitos, vozes e saberes são continuamente reelaborados.

O resultado é uma rapsódia em que o “caos organizado” se torna chave para compreender a complexidade estética da obra.

Ao propor uma leitura a partir da Amazônia, este livro contribui para os estudos literários brasileiros e reinscreve Macunaíma no horizonte da memória cultural e da ancestralidade.

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