Sobre o livro
De alguma maneira sei que essas coisas não são do passado, nem do futuro. São agora. O sonho é agora. Passado, futuro, agora. Qual é o limite da ilusão? Se misturo todas as coisas é pela necessidade de compreensão.
O sonho não é meu. O sonho sou eu.
Todas essas coisas não foram inventadas. Elas foram encontradas. Escritas e ordenadas de certa forma, como se organiza a caravana impelida a seguir seu destino e, seguir esse destino, exige um mínimo de conformidade.
Nosso engano está em tentarmos encontrar o sonhador. Talvez nem haja um sonhador, mas apenas o sonho. Olho para as pessoas e para o mundo e vejo sonhos. Mas, os homens não sabem disso, por isso morrem cedo.
Temos medo de sonhar e ousar.
Que a minha genética me proteja da demência.
Mas o que dizer daqueles que não acordam nunca?
Que essa é uma forma de demência.
Que me perdoem os que creem; é preciso suportar a angústia de acordar. Olho outra vez para o mundo e o que vejo? Pessoas, multidões, que sonham. Sonham que estão acordadas.
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