Sobre o livro
Amar é colher pedras é uma coletânea de poemas contestadores sobre desilusões amorosas, morte, relacionamentos em um mundo desesperançoso, religião, paternidade e maternidade, ou seja, todos os principais pontos de conexão profunda com o que nos torna humanos.
Construído para ser um retrato da figura do flâneur, aquele cidadão com espírito inquieto que percorre as ruas, as casas, os becos, observando o movimento de pessoas e escrevendo sobre todos os tormentos humanos, este é um livro que bebe da fonte de Baudelaire e suas flores do mal ao mesmo tempo que reflete e debate a desesperança de uma geração de jovens brasileiros que recebeu um país devastado pelo neofascismo e pela ascensão do conservadorismo.
Mas, ao mesmo tempo que mergulha em debates sobre a essência humana e seus lados mais melancólicos, soturnos e mórbidos, os poemas deste livro parecem gritar o tempo inteiro por socorro, por ajuda, e o fazem também para escancarar um outro lado dos tempos sombrios: que nem tudo está perdido e que quem grita por socorro ainda pode ser salvo.
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