Ser Tão Mulher

Por Conceição Senna

Sobre o livro

Mais quente que “50 Tons de Cinza”!

• Seis dramas relacionados ao amor e ao desejo, segmentados e independentes, que se unificam no tema central da série: a independência feminina.

• O relato íntimo e secreto de seis jovens mulheres sertanejas, do agreste nordestino, vivendo no limiar entre os anos 1950 e 1960, que lutam para saciar seus desejos, epifanias e sofrimentos relacionados com a sexualidade.

• Um mesmo cenário em que a inocência, a rebeldia, a fé, a profanação, são como paredes de um túnel, onde lá no fim brilha a luz da liberdade opressora do desejo e da sexualidade feminina.

• Mulheres que guardam segredos e caprichos que são só delas, que as diferencia, que têm essências diversificadas, cada uma com seu tipo de desejo.

As seis mulheres são personagens fictícias meio inventadas meio lembradas pela autora, que viveu a infância e parte da adolescência nos sertões.

Esculpir a memória é uma linha de trabalho de Conceição Senna, que é basicamente uma atriz (atuou em 26 peças de teatro e 20 filmes), mas nos últimos anos vem se dedicando a dirigir filmes e escrever textos nessa fronteira da lembrança e da invenção.

Filma e escreve a partir do que vivenciou, viu, testemunhou de alguma forma. Assim são seus filmes “Memória do Sangue” (sobre Canudos, onde viveu a infância) e “Brilhante”, sobre uma experiência de cinema comunitário que participou, nos anos 1970, na Chapada Diamantina.

Assim é seu livro de estreia “A Menina, a Guerra e as Almas”, de 2010, também sobre Canudos, considerado um romance por muitos leitores e que será levado ao cinema em 2017 pela Urca Filmes.

Em “Ser Tão Mulher”, encontramos contos à “clef”, como diriam os franceses. São como portas abertas à imaginação com chaves reais. A personagem Catarina, católica embevecida por Cristo, é capaz de fazer pactos com o demo para conseguir se libertar do jugo da família.

Amparo, doce menina, não resiste ao perfume e ao sabor de um fruto proibido. Ana, obesa e sem atrativos, consegue enredar um homem casado e ter um filho, seu grande desejo.

Júlia, tão pequena e magra que parece uma criança, perde-se em um ciúme doentio com relação ao belo marido, que morre de amor (de verdade) por ela. E Felipa vive uma louca e desgarradora paixão, “mais forte que o bem, o mal, o destino e o respeito a Deus”, que deságua em tragédia.

Embora referentes a mulheres sertanejas do século passado, a um tempo e a circunstâncias determinadas, as personagens são matrizes universais das sintonias e distonias da sexualidade, do “eterno feminino” que Goethe, autor dessa expressão, definia como transcendência.

DEPOIMENTO:

“Cê,

Demorei pra terminar os contos porque fui lendo devagarinho, não queria que terminasse.

Mais uma leitura deliciosa!!

Meninas, mulheres tão vivas no meu imaginário. Senti todas muito próximas.

Nem sei dizer qual gostei mais… talvez Catarina. Ou Felipa. Não sei mesmo.

Sua escrita é muito linda. Obrigada por mais essa aventura.”

LAVÍNIA ALVES, atriz

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