Sobre o livro
GALILEIA, século 20, era uma conhecida cidade do litoral nordestino separada em duas partes pela Ponte São Miguel. Do lado sudeste da Ponte estava o ESTUÁRIO DE GALILEIA; e, do lado noroeste, o centro comercial e bairros.
O conhecido ESTUÁRIO DE GALILEIA era uma transição entre o Rio São Miguel e o mar.
Naturalmente, uma região influenciada pelas marés que contava com fatores ambientais como as águas doces que ficavam próximas às cabeceiras dos rios, e as águas salobras e até mesmo a água salgada que estava próxima à região da desembocadura. E, nas zonas entre as marés ficavam as lamas ou ostreiras.
Havia ainda outras zonas que ficavam cobertas por pântanos e terrenos alagadiços ‒ que eram espaços bem interessantes para o desenvolvimento de algumas espécies aquáticas.
O Rio São Miguel, um importante e volumoso rio, percorria os Estados de Minas Gerais e Bahia e chegava ao litoral baiano ‒ formado pela desembocadura do rio, alargada e estreita, onde misturavam-se água doce e salgada do mar ao som da correnteza fluvial e dos fluxos de marés.
O ESTUÁRIO era uma área importante para a navegação e ao urbanismo. Ali, também, era uma área de reprodução, habitat e alimentação para as inúmeras espécies, sendo diversas delas de interesse pesqueiro.
Próximo à desembocadura, o visitante conseguia desfrutar das águas calmas e da areia fininha, e ao longo dela se deparava com restaurantes diversos ‒ que reuniam o melhor da gastronomia e da coquetelaria.
Além disso, o ESTUÁRIO oferecia passeios de catamarã quedurante a aventura, o visitante contemplava a beleza das margens do rio, tendo ainda uma experiência intensa no mangue — com árvores retorcidas e raízes expostas, e uma fauna composta de caranguejos, camarões, robalos, garças, jacarés, ostras, lontras, moluscos, siris, Martins – pescadores e muitos outros habitantes do manguezal.
Ao redor do ESTUÁRIO DE GALILEIA estava um dos grandes portos para a navegação e comércio de frutos do mar. Além da ‘EMPRESA MAR AZUL PESCADOS’do empresário NILO MOURA, outros negócios faziam parte daquele do conglomerado.
A ‘MAR AZUL PESCADOS’ de peixes e crustáceos, se concentrava em peixe inteiro, peixe sem cabeça, vísceras e filé de peixe; pele, escama, filé e carne moída de tilápia; lagosta; siri e camarão sem cabeça e descascado.
Cerca de 80% da produção da ‘EMPRESA’ era exportada para o mercado americano, europeu e asiático e, os 20% restante ficava para o consumo interno. Da água doce à salgada, a ‘EMPRESA MAR AZUL PESCADOS’ era uma das mais produtivas das águas costeiras do país.
O investimento era alto, com milhares de empregos diretos e indiretos, promovendo uma boa receita para o Estado.
No seu auge, a ‘MAR AZUL PESCADOS’ chegou a construir uma fábrica de farinha de peixe e de ostra, e, além disso, uma de conserva para enlatar o pescado e vender no mercado interno e nas redes de supermercados.
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