Sobre o livro
Na fronteira onde o homem acredita dominar a terra e a floresta reclama sua essência, surge um mistério que nem a fé nem a força conseguem conter.
A história tem início com Aruã, um jovem que aceita o fardo de escutar aquilo que ninguém mais deseja ouvir, tornando-se o mediador entre a arrogância da vila e a fúria silenciosa de Anhangá. Mas a floresta não é apenas cenário — ela é um organismo vivo, capaz de devorar identidades e recriar destinos.
Quando o aviso de Aruã é entregue e o equilíbrio se rompe, a narrativa sofre uma transformação profunda. Surge Rodrigues, um homem que atravessa tempo e memória em um confronto metafísico com a própria consciência. Através de uma troca audaciosa de protagonistas, o leitor é conduzido por um labirinto onde nomes se perdem, a vila se dissolve em uma aldeia ancestral e as fronteiras humanas deixam de existir.
Anhangá é um conto adulto e denso sobre o preço do silêncio, a fragilidade das certezas humanas e a descoberta inquietante de que o verdadeiro rosto do medo é, na verdade, o espelho da nossa própria consciência.
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