Amoras, jabuticabas, mas também tinha limão

Por Consuelo Moreira

Sobre o livro

A escritura de Consuelo Moreira apresenta uma menina que articula seu discurso numa linguagem coloquial intimista de aparência simples; assim se insere no estilo da “oralidade literária”.

O seu quase silencioso lirismo se faz efetivo por meio de entrelinhas implícitas que criam espaços imaginativos e impressões imaginárias.

As “estórias faladas” vão se estendendo de modo imperceptível, compondo paradoxalmente um diapasão lingüístico que atinge áreas sugestivas na percepção visual, sonora e olfativa do leitor.

Esta novela está constituída pela economia da destituição, mas ao chegar à última página não somente se completa um “Retrato de Família”, mas também o retrato de uma cidade, e mais ainda. Do desenho final surge um lugar familiar pela sua universalidade: o trágico denominador comum da condição humana.

– Hugo Pezzini

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