Sobre o livro
Em 9 de novembro de 1930, Albert Einstein publicou o ensaio “Religion and Science” no The New York Times Magazine, um veículo de grande alcance que lhe permitiu expor sua visão pessoal sobre fé e ciência a um público amplo.
O contexto reflete o prestígio global de Einstein e seu esforço deliberado para esclarecer sua posição não teísta, evitando mal-entendidos sobre sua crença em um Deus pessoal.
No ensaio, Einstein distingue três estágios da religiosidade – o medo primitivo, a religião moral e o “sentimento religioso cósmico” – sendo este último o mais elevado, caracterizado por profunda admiração diante da ordem racional do universo.
Embora a ciência seja incompatível com formas antropomórficas de religião, ele afirma uma “relação de parceria” com esse sentimento cósmico, que motiva os grandes cientistas.
Einstein adere explicitamente ao Deus de Spinoza, identificando a divindade como a ordem racional e imanente da natureza, em oposição a qualquer ser pessoal que intervenha no mundo.
Sobre esta edição, tradução diretamente do texto “Religion and Science”, New York Times Magazine, 9.11.1930 por Lucas Praxedes. Imagem do final do ensaio também extraída dessa edição do New York Times.
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