L–22

Por Silva Pacheco

Sobre o livro

Noiva aos 17 anos, aos 18 Lúcia assassinou o noivo, quando este entrou em seu quarto e a viu fazendo a última prova do vestido para o casamento.

Após fugir pela janela com o vestido respingado de sangue, ela se revezou entre o meretrício e outros assassinatos: suas vítimas eram sempre criminosos, normalmente homens com histórico ou fama de adultérios, estupros e/ou abusos a mulheres.

Aos 19 anos, a moça chamou a atenção do comandante da unidade dos Caçadores, uma milícia do interior do Estado, que a utilizava para obter informações e eliminar outros criminosos.

Seja o que for que chamou a atenção daquele capitão, era algo tão assombroso que o DOPS de Minas Gerais a recrutou como informante. Ao final dos anos 30, Lúcia havia chegado ao Distrito Federal, e era a única mulher a compor o temido S.S.I.

(Serviço Secreto de Informações) de Filinto Müller, sob o codinome de L-22. A trajetória de Lúcia é fictícia (ou não), inspirada (ou extraída?) dos arquivos do S.S.I, orgão da temida Polícia Política dos anos 1930 e 1940.

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