OS FANTASMAS DA LITERATURA: [O Invocador] (/AGRESTE/FANTÁSTICO/ Livro 3)

Por Iram F. R. Bradock

Sobre o livro

“Todos estavam lá. Quem estava sentado levanta-se para receber! Finalmente estava completa a Ordem dos Escritores Invisíveis! “Crowley” logo se acomoda na cadeira de cabeceira oposta de Machado, os dois ficam face a face. Cada um em sua extremidade para o devido equilíbrio que se necessitava para o tal ato de invocação”.

Sinopse do INVOCADOR (Os Fantasmas da Literatura)

Se o leitor/leitora perguntar: – Onde fica a tal casa velha do final da rua? Certamente lhe diria que não fosse, mas uma vez insistindo em ir… Poderá até enlouquecer… Pois tal qual um RECEPTÁCULO de ESPÍRITOS era aquela velha casa… Certa noite/madruga alta os sinos dobraram…

Os relógios pararam já outros giraram para trás… (…) Quando reunir-se um mago inglês, um escritor gago lá do Cosme Velho… Um poeta bêbado… Mais outro escritor bêbado. Um cronista/teatrólogo que fuma sem parar… Seria a lendária Ordem dos Escritores Invisíveis?

Os fantasmas da Literatura mostra a Leitora/leitor que o terror/horror psicológico manisfesta-se até o dia amanhecer… O até o rei sol clarear/raiar… O INVOCADOR nunca cessa porque nunca morre… Até o sol sair? (…)?

Autor: O Andarilho das Ruas às 11h11min. De 03/04/2023/

Capa: Syros Silva

Disponível no formato e-book na Amazon.

(Os Fantasmas da Literatura) [O INVOCADOR] Série: Contos Bradockianos

A luz natural já tinha ido embora. E as trevas (noite) começavam a se impor. Tudo isso sob um céu acinzentado de uma pacata e longínqua cidadela situada nos extremos do nada. Alguns relatos de moradores diziam que justamente neste dia tudo correra estranhamente por assim dizer.

Todos os gatos pretos da região haviam sumido inexplicavelmente deixando os seus respectivos donas e donos desesperados a procura-los. O Sol naquele dia estava meio que escondido por densas nuvens em pleno meio dia. Os relógios andavam muito mais rápido do que o comum. As horas literalmente voavam!

E como num estalar de dedos: as trevas haviam chegado! A maioria dos pouco mais de dez mil moradores nem se deram conta do tal fenômeno. Mas, alguns poucos entenderam imediatamente que havia alguma coisa de anormal naquele certo dia. Os loucos da cidade estavam extremamente agitados!

Corriam rua abaixo, rua acima. Também gritava: “Eles estão chegando!” “Para trazer aquele que foi escolhido.” Uns se perguntavam se era algum E.T., já outros nem os levavam em conta (talvez por estes sofrerem de tal enfermidade mental).

Existia uma casa velha, de aspecto sinistro, bem ao fim de uma das ruas principais daquela pequena cidade. Há mais de meio século ninguém se aventurava a entrar no interior da mesma. Suas portas construídas com uma grossa madeira pareciam resistir á força do tempo. Porém sua cor não mais existia.

As janelas também iam pelo mesmo caminho, suas paredes rebocadas alimentavam toda a salina, chegando ao mofo. Havia também um sobrado nas mesmas circunstancias. Alguns poucos relatos dos mais velhos habitantes do local se referiam a uma força oculta que habitava o centro da velha casa!

Ninguém mais queria falar no assunto assim se tornando uma espécie de tabu maldito. Do começo para a metade da rua todas as casas eram habitadas, mas… Do meio para o final havia várias residências abandonadas. Eram lares perfeitos, com água e luz elétrica.

Mas estranhamente ninguém mais queria lá habitar. Algumas das muitas pessoas que foram a loucura moravam justamente do meio da rua pra frente. Ou seja, bem nas proximidades da velha casa do final da rua…

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