D. Narcisa de Villar: Legenda do tempo colonial
Por Ana Luísa de Azevedo CastroSobre o livro
D. Narcisa de Villar, a primeira e única história de ficção da catarinense Ana Luísa de Azevedo Castro (1826 ou 1827-1869), foi a primeira novela de autoria de mulher brasileira. Publicada em folhetins no jornal A Marmota, de 13 de abril a 6 de julho de 1858, D.
Narcisa de Villar teve seu lançamento em livro no ano seguinte (1859). O enredo, ambientado em Ponta Grossa e na ilha do Mel (Santa Catarina), centra-se no amor proibido de Narcisa por Leonardo, seu amigo indígena de adolescência.
Obrigada a se casar com um nobre português, por interesse financeiro de seus irmãos, Narcisa opta por seguir o próprio coração, tendo de sofrer as consequências dessa escolha arriscada.
Pela voz de Narcisa, a autora condena a opressão de homens contra mulheres (simbolizada pela imposição do casamento à mulher), assim como a opressão de colonizadores portugueses contra os nativos brasileiros e, em especial, contra os índios, escravizados pelos homens brancos.
O texto deste livro traz informações inéditas sobre a autora, como a sua atuação na área educacional, dados novos sobre a família da autora, e links para o texto original de D.
Narcisa de Villar em folhetins e em livro impresso, além da transcrição de outros textos de autoria de Ana Luísa de Azevedo Castro. Esta é a primeira edição digital da obra.
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