O GUARDIÃO DO TEMPO MORTO” (histórias do mundo)

Por daisy Aguinaga d'Eibar

Sobre o livro

O volume que você tem em mãos não é apenas uma narrativa de suspense; é um inventário de fantasmas. Em 1945, enquanto a Europa ruía sob o peso da Segunda Guerra Mundial, milhares de obras de arte — o DNA da civilização ocidental — evaporaram no caos da retirada alemã.

Entre elas, o “Retrato de um Jovem”, de Rafael, e a inestimável “Sala de Âmbar”. Oficialmente, esses tesouros foram destruídos pelo fogo ou pelos bombardeios aliados. Extraoficialmente, eles se tornaram a moeda de troca de um submundo que opera à margem da história.

A trama aqui apresentada baseia-se em documentos recuperados de arquivos da Stasi e em protocolos de segurança de leilões privados que nunca chegaram ao conhecimento do público.

O personagem “Victor” e os dispositivos de inibição digital descritos nos apêndices refletem a realidade da espionagem corporativa contemporânea: onde o dado é o novo petróleo, o silêncio é o maior luxo.

Ao ler sobre o Relógio Patek Philippe 1518, lembre-se: objetos de tamanha raridade raramente “desaparecem”. Eles apenas mudam de dono. Este livro é dedicado àqueles que, como o protagonista, acreditam que certas belezas são perigosas demais para pertencerem a um único homem.

O destino da Sala de Âmbar permanece um mistério. Mas, após fechar estas páginas, você talvez olhe para as molduras vazias nos museus de forma diferente. O guardião continua lá fora. E o relógio ainda está marcando o tempo.

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