Propaganda Política: De Alexandre ao TikTok

Por Adão Cândido

Sobre o livro

De um relevo egípcio que transforma um empate militar em triunfo divino a um deepfake que fabrica declarações de um ex-presidente na véspera de uma eleição, a propaganda política atravessa a história como técnica de moldagem da percepção, da crença e do comportamento. Este livro percorre quase três milênios dessa trajetória.

A moeda de Alexandre cunhada com chifres de Ammon, os Commentarii de César narrados em terceira pessoa, o Livro Vermelho de Mao distribuído a centenas de milhões, o feed algorítmico que seleciona o que cada eleitor vê — são variações de uma mesma operação: fazer ver uma versão do mundo, induzir a crer que essa versão é a realidade, obter a aquiescência que sustenta o poder.

Organizado em cinco partes, o livro examina as raízes antigas do imaginário político, a propaganda das revoluções e dos impérios coloniais, os regimes totalitários e as democracias de mercado, a mutação digital do novo milênio e as formas de resistência simbólica — das sufragistas ao hip hop, de Gandhi aos memes.

Casos recentes, como o deepfake de Macri na Argentina e a purga militar de Xi Jinping, mostram que as engrenagens descritas por Jacques Ellul em 1962 seguem operando, agora em velocidade e escala sem precedentes.

Não é um livro sobre mentiras. É um livro sobre como o poder constrói verdades — e sobre o que acontece quando aprendemos a reconhecer essa construção.

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