Sobre o livro
“Poesia como um exercício de vida. Poesia e vida: “em letras garrafais/ te sinto/ e / te desejo/ como a uma botelha de absinto.” Botelha, com origem no francês (bouteille), mas em português seleto, como o próprio absinto que o poeta evoca. Poesia é também estas coisas que vem das coisas, mas que são outras coisas, coisas que só existem na poesia, e que o leitor também aprecia, no caso, da própria garrafa-poema lançada ao universo.
A poesia de Marcos flui e reflui. É relicário e é ofertório, como a sua/nossa Cajuína que é “pura, cristalina/ do Piauí, genuína”. Ah, Marcos viveu na Alemanha, escreve seus poemas em várias línguas, mas tem um retrato ovalado na parede que ele trouxe do seu Piauí, naquela “difusa fronteira de tua (dele, nossa) verve fantasia.” De carne e sonho, de beijos e coices de amor, como queria Oswald de Andrade.”
Prefácio ao livro “Urdidura de Sonhos e Assombros”, por Antonio Miranda.
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