Sobre o livro
O Pão do Céu é conhecido na cultura judaica como “maná”, que caiu para alimentar o povo judeu durante sua jornada no deserto depois do Êxodo do Egito.
Há uma forte sensação, entre os que têm fé no Alto, que D’us nutre suas criaturas e não deixa faltar nada desde que estejamos conectados com Ele.
Ter fé, portanto, parece uma prerrogativa dos que conseguem atinar com a presença Divina em suas vidas a ponto de reconhecerem que, sem D’us, é impossível viver seja que de forma for.
A personagem dessa história Ele ainda comia maná é uma dessas que saem da folha de papel, ou da tela do computador, como uma criatura que sabe reconhecer que a Mão de D’us está presente em tudo que liga sua vida à do outro e assim por diante.
Mas não se trata de uma história “religiosa”, mas sim de uma jornada inerente aos questionamentos que surgem quase que de carona com a própria convicção da personagem em achar D’us em tudo.
O alimento celeste está presente como uma forma de trazer a esse mundo um sentido de completude. O “pão de farinha” pode até saciar na hora da fome, mas a busca espiritual por propósito é ainda o único “pão” que desce dos céus para alimentar a fé e a esperança em um mundo melhor e quiçá redimido.
Em Ele ainda comia maná, o leitor vai fazer companhia a uma personagem que sabe que não sabe e que aprende de acordo de como ele é.
E quem é ele? Um inquieto questionador que deseja provar alguma coisa com suas ações?
Talvez a melhor resposta aqui seja dizer que ele é ainda alguém que come maná e por essa razão continua a questionar-se como qualquer criatura que busca sabedoria.
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