Cult #280 – Emily Dickinson

Por Vários Autores

Sobre o livro

O dossiê Emily Dickinson feita de agoras, organizado por Adalberto Müller, tradutor das obras completas da poeta, reúne especialistas internacionais que debatem o sentido de ler sua obra no mundo contemporâneo.

Com enfoques variados, suas pesquisas apontam para uma poética que entrecruza feminismo, teoria queer e ecologia.

No primeiro texto do dossiê, Adalberto Müller analisa a recepção crítica de Emily Dickinson no Brasil. Começa com Manuel Bandeira, um de seus primeiros tradutores, e vai até os poetas modernos, como Augusto de Campos, Décio Pignatari e Ana Cristina Cesar.

Karen Sánchez-Eppler pensa na contemporaneidade de sua obra. Afinal, no presente de divisões inexoráveis e de estreitezas ideológicas, a abertura à incerteza pode ser o grande presente da poeta aos leitores contemporâneos.

A presença de tecidos asiáticos, do taoismo e de um modo de existência oriental na obra e vida de Dickinson é o ponto de partida de Li-hsin Hsu.

“Os pássaros de Dickinson na era do Antropoceno”: Marta L. Werner escreve sobre a presença das aves na poesia de Dickinson e sobre o projeto Dickinson’s Birds, que promove um encontro com a obra lírica de Dickinson como lugar entrópico, no qual o constante avanço do tempo pressagia a eventual dissolução e morte.

Encerram o dossiê poemas inéditos de Paulo Henriques Britto, que apresenta 3 possíveis traduções de um poema de Emily Dickinson e cria 13 novos poemas a partir de variações do original.

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