A crônica não mata: Notas do isolamento

Por Luís Henrique Pellanda

Sobre o livro

Depois de dez anos trabalhando como um cronista das ruas, período em que foi considerado um renovador do gênero, Luís Henrique Pellanda lança um livro em que o flâneur que o caracteriza dá lugar a um escritor enclausurado, forçado a registrar a cidade tomada pela pandemia de covid-19 a partir da janela de seu apartamento.

Nessas “notas do isolamento”, Pellanda, como quem dá a volta ao mundo sem sair do próprio quarto, registra a quarentena primeiro por meio de leituras, sonhos, notícias, aforismos e reflexões sobre uma Curitiba subitamente esvaziada.

Depois, à medida que os meses passam e a vacinação se mostra eficaz, o cronista, assim como o resto do país, retoma seus trabalhos e passeios rotineiros. Não reencontra, contudo, o cenário que se habituou a retratar em sua literatura, mas um espaço novo, habitado por pessoas também transformadas.

Representativos da ruptura que a pandemia nos forçou a experimentar desde 2020, os textos de A crônica não mata surgem então fragmentados, aos pedaços, embora nunca deixem de conclamar os leitores para uma volta à vida real e amorosa, à saúde comunitária, ao milagre da civilidade.

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