Um bar chamado Patrícia: Relato do movimento gay em Manaus
Por Bosco FonsecaSobre o livro
O prefácio de Um Bar Chamado Patrícia apresenta as memórias de Basco Fonseca acerca do surgimento do primeiro espaço estruturado de sociabilidade gay em Manaus.
Instalado na esquina da Avenida Constantino Nery com a Avenida Darcy Vargas, o Bar Patrícia destacou‑se por seu amplo salão, decorado por Roberto Carreira e administrado pelo boliviano Alonso Puertas, oferecendo acolhimento e segurança a um público que até então se restringia às práticas de “footing” em praças e avenidas centrais da cidade, como a Praça da Igreja Matriz, a Praça da Polícia, Eduardo Ribeiro, 7 de Setembro, Getúlio Vargas e Floriano Peixoto.
Na ausência de tecnologias de comunicação modernas, a busca por paquera e afeto dava‑se olho no olho e corpo a corpo, em um cenário marcado pelo estigma social e pela ausência de pontos de encontro.
Depoimentos de nomes como Willian Bruce Spener e Daniel Biase enriquecem o relato, conferindo profundidade ao registro de um capítulo até então negligenciado da história local.
O fechamento do bar em 1979 encerrou um locus de liberdade e representatividade que não encontra paralelo na Manaus contemporânea, ressaltando o valor histórico e cultural desta obra inédita no contexto LGBT amazonense.
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