Invisível: O thriller viciante de um assassino perfeito

Por Lía Souto

Sobre o livro

Este thriller psicológico em primeira pessoa é uma imersão vertiginosa na mente de um assassino perfeito, tão carismático quanto perturbador. Desde a primeira página, a narrativa viciante prende com um ritmo implacável, cheio de suspense, reviravoltas inesperadas e uma tensão constante que não dá trégua.

O protagonista —meticuloso, frio e calculista— compartilha com o leitor seus pensamentos mais sombrios, seus rituais de precisão e sua obsessão pelo controle absoluto. Cada confissão é carregada de intriga, paranoia e um realismo inquietante que faz duvidar onde termina a ficção e começa a psicopatia.

A voz narrativa é íntima, quase hipnótica, e obriga o leitor a entrar em uma perigosa cumplicidade. Com um estilo envolvente, o romance explora temas como a dualidade humana, a manipulação psicológica, o poder do segredo e a fragilidade moral.

Não havia pressa.

Nunca havia pressa. Cada objeto que tocava, cada faca que revisava, precisava estar perfeito.

Mariela ria com alguém no balcão, sem notar os olhos que a seguiam. Rubén sentiu um arrepio de controle. A rua estava deserta. O ar cheirava a umidade e asfalto rachado. Só ele estava ali, invisível para todos, como sempre.

Quando se aproximou, seus movimentos eram precisos, quase rituais.

Nenhum som.

Nenhum erro.

Controle

Rubén saiu do Apartamento com a discrição de quem aprendeu a desaparecer na própria sombra. A rua de Esperanza estava úmida pela chuva recente, a lama grudando em seus sapatos. Seus olhos, fixos, calculavam movimentos, anotavam silenciosamente os padrões de vizinhos e transeuntes.

Aníbal Duarte estava sentado sozinho na esquina de um bilhar. Rubén já o havia observado várias vezes: sua rotina, sua vulnerabilidade, o jeito como se distraía enquanto fumava um cigarro barato. Aquele homem solitário era perfeito para seu primeiro ensaio.

Aproximou-se com passos medidos, respiração contida, evitando as poças e o olhar de qualquer vizinho curioso. Um cumprimento monossilábico foi suficiente para que Aníbal o notasse, intrigado com aquele homem que parecia invisível mesmo estando diante dele.

— Oi… tem um minuto? — disse Rubén, com voz baixa, quase um sussurro.

— Hã? — Aníbal levantou os olhos, sem desconfiar.

Rubén sugeriu tomar algo em um terreno baldio próximo. O convite era simples, natural; Aníbal assentiu, confiante, sem imaginar a intenção por trás daquela calma aparente.

Caminharam juntos, e Rubén mantinha controle absoluto: passos, olhar, distância. O terreno baldio surgia ao final da rua. Árvores secas e lixo espalhado formavam um cenário que parecia esquecido pela cidade, ideal para não ser visto nem ouvido.

Quando Aníbal baixou a guarda, Rubén agiu com a precisão aprendida em noites de observação silenciosa. Um movimento rápido, calculado, e a vítima ficou imóvel, incapaz de gritar, incapaz de fugir. A sensação de controle o inundou. Não era prazer imediato: era planejamento, execução, perfeição no silêncio.

Quando terminou, Rubén se afastou alguns passos e observou. A rua permanecia deserta. Suas mãos tremiam levemente, mas sua respiração era lenta e calculada. Tudo precisava estar perfeito, tudo tinha que desaparecer.

Abaixou-se, inspecionando o terreno, certificando-se de que não restava evidência alguma. Em seguida, ergueu-se e voltou ao Apartamento com passos discretos, deixando para trás um rastro que ninguém suspeitaria, deixando para trás um homem cuja vida já não importava.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores