Escola Comunitária: um atalho dos excluídos na luta pela escolarização dos filhos

Por Maria Lucimar Miranda de Albuquerque

Sobre o livro

SCOLAS COMUNITÁRIAS eis um fenômeno educacional, que merece ser entendido na sua diversidade e complexidade.

Construídas por iniciativa de moradores da periferia urbana, mais do que um instrumento de escolarização, aparecem como o espaço simbólico de defesa e resistência às ameaças de desorganização e violência, que a vida na cidade, não raro, provoca.

Funcionam assim como prolongamento da casa, onde as crianças ficam protegidas dos acontecimentos imprevisíveis e inquietantes do mundo da rua.

Os dados trazidos por este livro permitem identificar o quadro de carência do ensino público, que teria favorecido a eclosão e avanço das escolas comunitárias. Tais escolas surgem como estratégia engendrada pela população excluída dos serviços públicos, para suprir carências neste setor.

E isto não só em termos numéricos, pois mesmo quando existem nas proximidades, as escolas públicas se mostram inacessíveis ou incompatíveis com as características sociais e econômicas das comunidades.

A descrição de como as escolas comunitárias daí se formam é algo que se pode encontrar neste livro. As experiências múltiplas, que caracterizam estas escolas e a formação dos grupos, que as compõem, mostram como é possível conviver com divergências, no mesmo espaço social, sem que a unidade de referência da população fique ameaçada.

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