AFORISMOS EXPERIMENTAIS

Por João Diniz

Sobre o livro

O arquiteto João Diniz apresenta, nesse seu novo livro de breves frases, suas experiências reflexivas sobre uma contemporaneidade às vezes confusa e que exige dele, respostas instantâneas que são sua maneira de interagir com diversas situações do dia a dia.

O aforismo, embora seja uma forma milenar de transmissão de ideias, muito bem se adequa aos tempos atuais onde a velocidade de comunicação e síntese se fazem necessárias para confrontar um universo cada vez mais multimidiático e disperso.

Este projeto nasceu das publicações do autor na sua página no Twitter, a rede social que resume postagens a 140 toques de teclas, propondo a concisão aos usuários, o que nem sempre garante a clareza e a utilidade destas mensagens públicas.

Os temas caros ao autor (são 13 assuntos ou capítulos) são alinhados ao longo das páginas através de breves frases (aproximadamente 600) numa espécie de programa de ação, útil e fundamental a ele, que convida os leitores a interagirem, com essas questões e contradições cotidianas e atuais.

Participam também desta publicação o editor Álvaro Gentil com sua ajuda na organização do material, Paula Pessoa que escreveu a apresentação do livro e Marcelo Iglésias que divide com o autor o projeto gráfico da edição.

Neste livro o autor faz de sua profissão de origem, a arquitetura, que, como a escrita aforística, é também milenar, um ponto de partida para os diversos aspectos que provocam reações sentimentais, críticas ou políticas, desdobrando-se em assuntos afins como a natureza, os afetos, os espaços viajados, a fotografia, o humor e até em reflexões inconclusas que indicam caminhos desconhecidos a serem desbravados.

Mais que experiências verbais e sintéticas, as breves frases deste livro são um convite ao diálogo do indivíduo consigo mesmo e com o seu tempo.

Na apresentação da edição Paula Pessoa escreve:

“O arquiteto da palavra cria espaços líricos de sons e silêncios em seus adágios. O leitor movimenta-se como escritor de si mesmo e de seu próprio tempo.

Em Aforismos Experimentais ‘a poesia pode te escrever.’

O cotidiano observado pelo olhar inquieto de fotógrafo é enquadrado em frases curtas. Cada ponto final é um convite a um voo aberto de si e um mergulho fechado em si.

Em Aforismos Experimentais ‘saiba-se quem puder.’

Entre a longa vida e a breve arte, o artista compõe sua liberdade e harmoniza sua crítica. Em cada página o indizível grita. Em cada página o indizível grita. A cada letra o incontrolável sussurra.

Em Aforismos Experimentais ‘o suficiente já basta.’

O pensamento original de João Diniz não aceita o óbvio, quer a síntese ampliada, o limite estendido, a sobriedade cômica, a moral transgredida, a verdade sempre experimentada, a sentença poética.”

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