A DANÇA NA ESCUTA DO CORPO DO RIBEIRINHO: o Proformar valorizando os profissionais da educação na Amazônia

Por Lia Sampaio

Sobre o livro

O e-book de Lia Sampaio, aborda a dança no contexto do profissional da educação ribeirinho da Amazônia, com foco no Programa de Formação e Valorização de Profissionais da Educação (Proformar).

Foco Principal e Metodologia:

  • A dança é apresentada como protagonista no processo de aprendizado das “falas do corpo”, utilizando uma metodologia que articula ciência, tecnologia social e recursos tecnológicos.
  • O programa foi veiculado para 62 municípios do Amazonas, de forma presencial mediada pela TV.

O desafio maior era o fato dos participantes não estarem no mesmo espaço físico.

  • A dança é vista como um “pensamento do corpo”, valorizando a diversidade cultural e o gestual amazônico.
  • A metodologia é construída dialogicamente, incorporando elementos de improvisação, jogos criativos, e o conceito de “escuta poética” fenomenológica.
  • O livro discute a relação “HOMEM-AMBIENTE-TECNOLOGIA”, e como a dança, aliada à tecnologia, estabelece relações sociais e pedagógicas, criando conexões entre o real e o virtual, mas mantendo a “pertencência de sala de aula”.
  • O Proformar:

    • Implementado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Proformar visou a graduação de professores das escolas públicas dos 62 municípios.
    • Em 2002, ofereceu a Licenciatura em Curso Normal Superior, formando aproximadamente 16 mil profissionais da educação.
    • A disciplina “Arte na Educação Infantil” no Proformar incluía música, dança, artes plásticas e teatro.
    • O programa buscou a formação de professores em uma região com imensas distâncias, usando a Educação a Distância (EAD).

    Experiências e Conceitos Chave:

    • O conceito de “Círculos do Habitat” refere-se à dança na inserção cíclica entre homem, ambiente, e a escuta do corpo, navegando entre o real e o virtual.
    • É apresentada uma visão transdisciplinar, com atividades de dança improvisacional aplicadas em municípios como Tefé (dança de rua) e Envira (capoeira).
    • A dança na Amazônia é um processo que valoriza o processo criativo, as contingências históricas e o sentimento de pertencimento cultural dos atores.

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