Sagrado: instrumento de estudos sobre e comportamento humano
Por Gilmar Gonçalves da CostaSobre o livro
O campo do sagrado é o da experiência humana que apresenta algo próprio, que aparece só nele: ele não se esgota em seus enunciados racionais. Isto está colocado para o leitor, em especial, para a leitora Sofia Guimarães Costa que a expressão de um sentimento religioso cujo é falar da vida!
Acepção que ganha forma do inicio ao fim deste presente empreendimento: livro este que é dedicado à Sofia.
Outro exemplos de expressões de sentimentos poderiam ser: “Estou triste” ou “Estou me sentindo angustiado”, mas Sou Grato a Deus e, o resultado dessa questão apresenta-se escrito neste empreendo por amor a Sofia, minha filha, em primeira instância.
Se você circulou esse número, estamos de acordo em que um sentimento é expresso verbalmente. Estamos de acordo em que um sentimento é expressão da manifestação do sagrado de maneira, também, escrita.
Basta uma olhada superficial na paisagem das principais cidades, para vermos a profusão de monumentais construções que abrigam um sem número de templos das mais variadas seitas.
Mesmo que elas sejam surgidas, em geral, há pouco mais de duas décadas, indicam a ubiquidade do que podemos considerar novas expressões da religiosidade.
Um olhar psicanalítico nos permite localizar no constante recurso às novas religiões e no sucesso que alcançam importante dimensão do tipo de vínculo que prevalece em nossa vida em sociedade.
Os cientistas da religião muitas vezes apontam para o poder organizador não desprezível destes movimentos, por exemplo.
E não é difícil, na comparação entre famílias que se afiliam às seitas e as que não o fazem, reconhecermos os efeitos positivos que o pertencimento a um grupo religioso frequentemente traz, sobretudo se pensamos em uma sociedade violenta, com os alarmantes índices de criminalidade, em especial homicídios como os que caracterizam nossas grandes cidades e suas populações.
No entanto, acredita-se ver nas seitas efeitos apaziguadores que devem ser questionados, pois eles próprios, numa reviravolta não muito complexa, poderão ser encontrados quase sempre nas mesmas raízes dos fenômenos de violência.
Hoje, grande parte dos conflitos em curso e em relações sociais em diferentes partes do globo, a despeito de suas características e causas diversas, traz, entre estas últimas, motivos religiosos.
A intolerância que neles têm lugar e seu correlato necessário, a violência, colocam em lados opostos até os adeptos de uma mesma religião. Por isso, é interessante nos perguntarmos que subjetividades estão aí implicadas e como elas se articulam e sustentam os laços sociais que habitamos.
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