Sobre o livro
Uma viúva de quarenta e sete anos. Um rapaz de vinte e cinco. E uma sociedade com uma opinião muito definida sobre o que isso significa.
Catherine Cumfrit não estava à procura do amor quando o encontrou. Tinha construído uma vida digna, tranquila, razoavelmente satisfeita — o tipo de vida que uma mulher da sua idade e posição se supõe que deve querer.
Mas então surgiu Christopher Monckton, com o cabelo cor de chama e a determinação de amar sem desculpas, e tudo o que Catherine tinha aceite sobre si mesma começou a fendilhar. Não de repente.
Mas da maneira mais insidiosa: aos poucos, nos espelhos, nos olhares alheios, no cansaço de um corpo que tenta acompanhar o ritmo de um mais jovem.
Amor é um romance sobre o que o amor faz ao tempo. Sobre a alegria brutal de se sentir viva e o preço silencioso que essa alegria cobra. Sobre uma mulher que se atreve — e sobre o que a sociedade faz com essa ousadia.
Elizabeth von Arnim escreveu este romance a partir da experiência: cinco anos antes de o publicar, havia mantido uma relação com um homem trinta anos mais novo do que ela. O que encontrou não foi apenas felicidade, mas também o peso específico de uma dupla medida que não perdoa nas mulheres o que celebra nos homens. Essa verdade atravessa cada página de Amor com a precisão de quem a viveu.
E no entanto, este não é um romance amargo. Von Arnim era demasiado inteligente para a amargura simples. É um romance afiado, por vezes devastadoramente divertido, e no final profundamente honesto sobre o que custa amar quando o mundo preferiria que não o fizesses.
Razões para ler Amor:
- Um dos romances mais pessoais e corajosos de Elizabeth von Arnim, autora de Elizabeth e o seu jardim alemão
- Um retrato sem concessões do amor tardio e da pressão social sobre as mulheres que se atrevem a vivê-lo
- Escrito com o wit inconfundível de von Arnim: elegante, irónico, e mais cruel do que aparenta
- Uma história que antecipa debates sobre idade, género e desejo que continuam completamente actuais
- Ambientado no Londres dos anos vinte, com a textura social e atmosférica da época
Sobre a autora
Elizabeth von Arnim (1866–1941) nasceu em Sydney e cresceu na Europa. O seu primeiro romance, Elizabeth e o seu jardim alemão (1898), tornou-a num fenómeno literário instantâneo e numa das escritoras mais lidas da sua geração, embora durante anos tenha publicado anonimamente.
Casada primeiro com o conde prussiano Henning August von Arnim-Schlagenthin e mais tarde com o conde Francis Russell, irmão mais velho do filósofo Bertrand Russell, von Arnim viveu uma vida tão romanesca quanto a sua obra. Prima de Katherine Mansfield, amante de H. G.
Wells, amiga de escritores e intelectuais de toda a Europa, foi uma mulher que não se ajustou a nenhum molde.
A sua obra, que inclui A Encantadora, Vera e As Filhas do Senhor Bligh, combina comédia social, crítica das instituições do casamento e da família, e uma observação do desejo feminino que se revela surpreendentemente moderna. Morreu em Charleston, Carolina do Sul, em 1941.
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