TEMPOS NOSTÁLGICOS: reminiscências anacrônicas (MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS: História & Memória)

Por Maristela Bleggi Tomasini

Sobre o livro

TEMPOS NOSTÁLGICOS reminiscências anacrônicas Quem não experimentou os intrincados matizes da nostalgia? Em nossa jornada temporal, encontramos áreas cinzentas, limites imprecisos e um emaranhado de histórias em busca de suas próprias versões.

Nossas lembranças, não raramente, misturam-se a nossas emoções e podem então padecer de marcado anacronismo. A escrita, quando nos conduz por esses caminhos peculiares, transforma o ato de escrever em um desafio. “Tempos Nostálgicos” reúne seis crônicas.

Da primeira à última, há uma ordem de enunciações que passa, inclusive, por esboços biográficos e por desenhos criados exclusivamente para esta edição.

“O Diagnóstico de Cervantes” leva-nos ao universo imortal de Dom Quixote, onde a imaginação luta incessantemente contra a realidade, tornando-se, assim, um desafio para seu próprio criador.

É um ensaio especulativo que pretende transcender as fronteiras do convencional, tecendo reflexões sobre o componente nostálgico intrínseco à nossa trajetória. Na ponta da pena ou da caneta o ato de escrever é catártico.

A duração nem sempre é sincrônica, resultando frequentemente em perplexidade e angústia diante do descompasso temporal.

Há ainda o receio de ser mal interpretado ou incompreendido, quando o meio se torna hipersensível ou quando nós mesmos somos traídos por convicções ciumentamente defendidas contra moinhos imaginários. Uma figura controversa: “René Guénon”.

Crítico guerreiro, ele desafiou o mundo moderno e o homem contemporâneo, que considera superado em sua busca incessante por novos modelos e estilos cada vez mais fragmentados. Na sequência, a terceira crônica que se intitula “A Morte do Homem Moderno”.

Quem foi o esse “homem moderno” que tanto prometia? Que caminhos ele percorreu até morrer?

Nessa crônica, enuncia-se a pós-modernidade, conceito intrincado dificilmente compreendido em toda a sua complexidade, a não ser que se conte com “Jean Baudrillard”, que soube antecipar nosso tempo, e que chega em quarto lugar na ordem das crônicas que integram este livro.

“Daí à História o que é da História e à Memória o que ela escolher” procura apresentar, de maneira acessível e por meio de narrativas simples, conceitos complexos, procurando trazê-los para o contexto de nossas vivências pessoais.

A História não deve ser um objeto distante; mas a Memória, sua serva obstinada e inflexível, traz à tona suas nuanças em meio às tramas das grandes e pequenas cidades.

Em tal descompasso temporal, História, Memória e Nostalgia se revelam como convites intrigantes para uma compreensão de sua diferentes temporalidades e perspectivas. Ao final desta jornada, deparamo-nos com a figura de Gabriel Tarde, um homem genial que transcendeu as barreiras do mundo jurídico.

Gabriel Tarde foi sociológico, psicológico e até mesmo botânico. Sua genialidade fez dele um escritor capaz de transcender o tempo em que viveu, deixando uma obra criativa e ainda atual, não obstante sua densidade.

“Tempos Nostálgicos” é um desafio destinado a pessoas que se inquietam com nossos tempos presentes. Não é um livro de verdades, nem de perspectivas claras, mas o resultado de anos de leituras e de reflexões que aprofundaram, em vez de aplacar, as perplexidades da autora. Boa leitura.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores