A Amazônia do romance Chuva Branca

Por Jamescley Almeida de Souza

Sobre o livro

Chuva branca é um romance do escritor Paulo Jacob, publicado em 1968, no calor do prêmio literário Walmap, na época o mais importante do Brasil.

Ao propor uma leitura do romance após 50 anos de sua publicação, o autor se fundamenta na teoria da Intertextualidade e na Estética da Recepção para mostrar a Amazônia ficcional nele representada.

O resultado é um passeio por temas expressivos de uma Amazônia ribeirinha, de rios de águas barrentas, a saber: tipos sociais amazônicos, cultura, sagrado, vulnerabilidade social e cultura indígena.

O autor procura mostrar que A Amazônia de Chuva branca é um lugar onde o mito vive e se revela intercambiável com a própria realidade.

Defende ainda que, ao realizar uma representação da Amazônia, o escritor Paulo Jacob consegue – por meio da ficção – aquilo que sociólogos e antropólogos o fazem por meio de suas ciências: documentar o homem a partir de seus dramas, de sua luta, de suas crenças e cultura, bem como de suas condições.

E mais: que os valores culturais amazônicos enfatizados por esta leitura mostram ao país uma parte significativa de seu próprio rosto.

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