Sobre o livro
Este livro não é destinado a pessoas que se supõe ter conhecimento profundo sobre a Palavra de Deus, nem a preconceituosos com relação a fé e ao Evangelho. É, sim, destinado a pessoas simples, porém sedentas em aprender sobre a Bíblia, conhecer a nossa herança em cristo; pessoas humildes, que reconhecem precisar de uma Entidade suprema; pessoas que vêm em desenvolver inteligência espiritual uma oportunidade de descobrir a Deus e uma vida nova.
Para além de veículo para a Salvação, que é a justiça final, a Palavra de Deus é riquíssima fonte de sabedoria. Existem padrões de conhecimento que não são achados em nenhum outro lugar, senão na Bíblia. Para isso também serve a Palavra de Deus, “para dar à simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso,” Provérbios 1:4. Que Deus lhe conceda inteligência espiritual.
ERVAS AMARGAS
A história do povo de Israel tipifica a história de todo o cristão. Assim como o povo de Israel nasceu e cresceu numa terra estranha, o Egipto, os cristãos nascem e crescem num contexto estranho à fé. Ao propor saída daquela terra estranha para uma boa terra, Deus instituiu o consumo de ervas amargas. Para nós cristãos, é de extrema importância compreender o que ervas amargas representam nos dias actuais.
Assim como o povo de Israel sofreu com a opressão egípcia, sob o domínio de Faraó, o cristão também sofre nas mãos do diabo, até que conheça o seu libertador, Jesus Cristo. Hoje Deus tem usado a muitos pregadores para tirar o Seu povo da opressão do diabo por meio da fé.
A libertação do povo de Israel incluía a instituição de um conjunto de mandamentos (leis), mas, igualmente, mudança de um espaço geográfico para o outro.
Já na fé, libertação não implica necessariamente mudança de endereço geográfico, e, sim, mudança de vida, resultante do conhecimento da justiça de Deus por meio de Jesus.
“Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção,” Romanos (3:21, 22).
Deus não queria que Israel se esquecesse de onde saiu, justamente para que reconhecesse a bênção de ser livre. Foi nesse contexto que instituiu a Páscoa; com orientações que incluíam o consumo de ervas amargas.
Também, o cristão, uma vez liberto da opressão do diabo, pela fé em Jesus, e tendo paz em Deus, jamais tire da memória o seu passado. Com isso não se pretende exaltar o passado, mas ter consciência renovada de quão bom é ter Jesus, cujo sangue foi derramado para a nossa libertação.
Hoje a Páscoa não é necessariamente um momento de comer e beber, como temos observado em muitas sociedades.
É momento de reflexão sobre que vida temos levado em honra Àquele que se sacrificou por nós; que ervas amargas temos comido; isto é, que sacrifícios temos feito em nome de Jesus, no sentido das coisas que temos que suportar, abandonar, nos abster, etc.
E, por último, qual é o nosso nível de prontidão para partirmos com Ele para a nova terra e novo céu, a saber, salvação eterna. Esta é uma promessa viva.
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