Biopoder e Necropoder: uma análise dos direitos humanos no Brasil
Por Romualdo Flávio DropaSobre o livro
SINOPSE
1. INTRODUÇÃO Na introdução, o autor estabelece o contexto para a discussão sobre biopoder e necropoder no Brasil, explorando a complexidade e os contrastes do país em meio a suas lutas políticas, sociais e culturais.
O capítulo oferece uma visão geral dos conceitos principais que serão explorados ao longo do livro: biopolítica, necropolítica e direitos humanos.
Aqui, o autor delineia as maneiras como esses conceitos interagem no contexto brasileiro, evidenciando as desigualdades profundas, a gestão da vida e da morte, e as lutas contínuas por justiça, igualdade e dignidade.
2. Biopolítica e Biopoder: Conceitos de Foucault Este capítulo aprofunda os conceitos de biopolítica e biopoder, ambos originados dos trabalhos de Michel Foucault.
O autor explora as definições e origens da biopolítica e investiga o desenvolvimento e as facetas do biopoder, incluindo sua distinção em relação à biopolítica, a emergência do biopoder na modernidade, e sua interação com poder disciplinar e poder pastoral.
A seção também examina as instituições de controle, o corpo como alvo de poder, e a relação entre biopolítica, biopoder e soberania.
3. Necropolítica e Necropoder: Conceitos de Mbembe O capítulo discute os conceitos de necropolítica e necropoder, fundamentando-se nas ideias de Achille Mbembe.
É dada atenção especial ao contexto pós-colonial e à origem do termo necropolítica, explorando as diferenças e semelhanças com o biopoder e a biopolítica. O autor aborda mecanismos de exclusão, violência e morte, e como necropolítica e necropoder interagem com o colonialismo e o biopoder/biopolítica.
4. Comparação entre os conceitos Este capítulo se aprofunda na análise comparativa entre os conceitos discutidos anteriormente: biopolítica, biopoder, necropolítica e necropoder. O autor explora as semelhanças, diferenças, conceitos-chave, aplicações práticas, e a evolução do poder soberano entre eles. A seção detalha a gestão da vida e o “direito de matar” dentro destes conceitos.
5. Implicações Contemporâneas no Brasil: Biopolítica, Biopoder, Necropolítica, Necropoder, Racismo e Direitos Fundamentais Este capítulo explora as implicações contemporâneas dos conceitos discutidos no contexto brasileiro, com um foco especial no racismo e nos direitos fundamentais.
O autor examina a realidade brasileira sob a luz da Constituição Federal de 1988, discute direitos e garantias individuais, biopolítica na era digital brasileira, vigilância digital, uso de dados, algoritmos e discriminação racial, entre outros tópicos.
6. Biopolítica, Necropolítica e a Violação de Direitos no Brasil Neste capítulo, o autor explora a intersecção entre Biopolítica, Necropolítica e grupos vulneráveis no Brasil.
São abordadas questões relativas a diferentes grupos sociais, como indígenas, sem-terra, sem-teto, mulheres, LGBTI+, e pessoas com deficiência.
O capítulo explora a violência estatal, necropoder e a população negra, políticas públicas, o papel das empresas, e a resistência de movimentos sociais contra a necropolítica.
7. Constituição Federal, Direitos Fundamentais e a Gestão da Vida e da Morte O capítulo sete mergulha na Constituição Federal de 1988, discutindo seu papel como marco legal e defensora dos direitos fundamentais no Brasil.
O autor examina a garantia dos direitos sociais e a gestão da vida, o racismo, discriminação, e a efetivação dos direitos constitucionais, bem como os desafios contemporâneos à luz da Biopolítica e Necropolítica e a judicialização da política e gestão da vida e da morte.
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