A EMPAREDADA: TRAGÉDIA

Por CLÁUDIO AGUIAR

Sobre o livro

Descrição de A EMPAREDADA, de Cláudio Aguiar

Em A EMPAREDADA, tragédia em três atos, Cláudio Aguiar aborda o tema da mulher oprimida, que se vê impossibilitada de exercer o seu mais natural direito de amar a alguém escolhido por livremente por ela. Esta tragédia, na verdade, representa o desenlace de uma trama vivida em todos os tempos, ora com mais ou com menos intensidade.

O emparedamento foi um cruel e hediondo crime que visava, não apenas, a cercear a liberdade, mas, também, ao próprio extermínio físico da pessoa, sem deixar o menor vestígio.

Nesta obra, o dramaturgo e poeta Cláudio Aguiar conseguiu transmitir os anseios das classes sociais que viveram no meado do século XIX na cidade do Recife, criando um clima que deixa a descoberto as limitações, as vaidades, as hipocrisias e as mesquinharias típicas de uma sociedade em decadência.

Essas características sociais não foram, porém, exclusivas de nosso meio patriarcal.

Em diversas partes do mundo e nas mais diferentes épocas esse procedimento serviu de pretexto para obras literárias e até de óperas, ora denunciando a intolerância do credo religioso, ora afirmando inconfessáveis interesses econômicos ou de poder.

São conhecidos os casos narrados no conto “O Gato Preto”, de Edgar A. Poe, publicado em 1843, As Duas Emparedadas, de Vicente Riva Palácio, publicado no México, em 1869 e, ainda, o trágico emparedamento de Radamés, personagem da famosa ópera Aída, de Verdi.

No Recife, entre os anos de 1902 e 1912, foi publicado o folhetim A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, obra literária que serviu de base para esta tragédia recifense.

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