Educação de jovens, adultos e idosos: Continuidade e ruptura
Por Augusto Rodrigues de SouzaSobre o livro
Pensar em educação inclusiva na realidade brasileira, a despeito dos determinantes, da especificidade e da relevância de todos os componentes da desigualdade educacional, impõe compromisso inarredável de toda a sociedade civil organizada com a erradicação do analfabetismo absoluto e ampliação da taxa de escolarização média da população brasileira.
Consolidar uma sociedade com base no pensamento livre e plural, por isso, divergente, exige atuação coletiva para a construção de um sistema educacional capaz de contribuir para reconhecimento das diferenças, superando a desigualdade por meio dos ideários de liberdade e humanismo, inimagináveis sem o domínio básico de conhecimento sistematicamente organizado, principal razão de ser da escola voltada para a transformação social.
Em uma sociedade desigual, a educação é contraditória em função dos processos de cultura escolar ainda a conviver com preconceitos de cor, classe, credo e gênero, marcas do determinismo histórico e social, do conservadorismo político e da negação das vivências cotidianas como apelo e ponto de partida das práticas pedagógicas.
Nesta coletânea, debate-se a Educação de Jovens, Adultos e Idosos no sentido de sua Continuidade como instância de minimização da desigualdade educacional, mas compreende-se a necessidade de Ruptura como condição para a advento da verdadeira Educação Popular.
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