Ariela: A menina que não chorava

Por Benedito Celso

Sobre o livro

Diferentemente do que normalmente ocorre ao nascer com a quase totalidade dos bebês, Ariela não chorou, e quando pela primeira vez respirou o ar da vida até pareceu que tinha chegado sorrindo. Um sorriso neonatal, espontâneo, reflexo.

Quem sabe sorrindo aos anjos pelo simples fato de ter saído da barriga da mãe e passado a ter o mundo inteiro à sua volta. Desde seus primeiros minutos de vida era como se alguma coisa dissesse que Ariela chegava detendo um poder maior do que o de todos que a recebiam.

A concentração dos olhares sobre aquele corpinho despido e acalmado de encontro ao seio da mãe, dava-lhe uma dimensão maior e o fortalecia. Ela era o centro das atenções. Era a presença maior e a seu redor todos tendiam a se tornar em apenas pequenos outros que não deixavam de fitá-la encantados.

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