Sobre o livro
Os pássaros sabem sempre para onde ir – respondem “ao íntimo chamado da vida”.
Os pássaros e os homens “vão” – vagam.
Os pássaros não se perguntam, vão – vivem.
Os homens se perguntam. Se perguntam em demasia – excessivamente.
Vivem, não sem ciência da morte.
Interessante: se morre e não chega ao fim da vida
– “ Sigo aqui e lá e não soo remoto”.
(…)
Se se rememora, ninguém retorna, por exemplo, à infância.
Se se segue, ninguém chega, por exemplo, ao futuro.
E o instante corrente já é tão remoto quando o inicial do surgimento do universo.
O presente se dá aí – e assim: “não chega nunca”.
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