Sobre o livro
Os corredores revelam inseguranças de corpos desnudados, dentro e fora dos padrões. O prazer pode ser aquilo que se compreende como satisfação imediata, disposição que foge e confronta com a institucionalização de uma ideal união, essa discriminadamente discutida e pautada na sociedade e política.
As descobertas individuais são colocadas em bolhas de regras criadas por aqueles que dizem defender a liberdade. Qual liberdade?
A aceitação de si mesmo é um processo, muitas vezes interrompido pela invasão de opiniões que decidem e condenam vidas e experiências de uma comunidade historicamente fragilizada, física e emocionalmente.
A autossabotagem é a resposta às convivências e conveniências indiferentes àqueles que não se encaixam em modelos impostos, que oprimem com violência outros seres humanos.
As relações são tendenciosas quando a hipocrisia não vê a luz do dia, sendo a sexualidade do outro atacada com base na moral fundamentalista que erradica pluralidades. A noite se torna escuridão para sentimentos e lugares que querem que você acredite não ter saída.
O machismo externaliza objeções favoráveis à clandestinidade, essa cheia de discrição, sigilo e fora do meio, internalizando preconceitos, objetificações e estereótipos.
Os medos, receios e dúvidas são forças transgressoras diante do reconhecimento das singularidades de uma diversidade infinita que não cabe — e nem deveria caber — em qualquer composição, estrutura, constituição ou definição imposta por um sistema regulatório.
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