Como cavalos fatigados abrindo um mar

Por Dércio Braúna

Sobre o livro

Escrevo para fazer deste instrumento de corte – “a língua do homem não é instrumento da graça” – também utensílio. A que há de servir, perguntas-me? Não sendo deus qualquer, como poderia predizer seu uso?

Espero tão só que sirva para afiar nas carnes do tempo uma dor e uma palavra; que essa capaz seja de dizer aos que hão de vir que “os que partiram habitam a falta incerta que me dói”.

Num diálogo intenso com a poética de muitos e muitas (Roberto Juarroz, Maria Gabriela Llansol, Sophia de Melo Breyner Andresen, Sebastião Alba, Márcio-André, Adrienne Rich, Hamutal Bar-Yosef, Mahmud Darwich, Gonçalo M.

Tavares, Valter Hugo Mãe), COMO CAVALOS FATIGADOS ABRINDO UM MAR é uma escrita em que a poesia se esbate contra o que dói – ante o mar bravio do mundo, contra as paredes precárias da carne que escreve.

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