Seiva negra feiticeira, flor do samba e do lundu: canção do chão do Brasil

Por Carlos Didier

Sobre o livro

Uma vez que a história da arte era a história das obras-primas, aquelas que ultrapassavam as conquistas anteriores e expandiam as fronteiras dos gêneros, contar a história da canção do povo brasileiro era contar a história de suas obras-primas.

Uma navegação pelo rio da canção desde o Divina dama, de Cartola, e o Mulato bamba, de Noel Rosa, sambas batucados de 1932, até desaguar no Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, afro-samba de 1965.

E se o samba ocupava tantas águas ao longo daquele rio, era porque se fazia, justo naquele período, o mais importante gênero da música brasileira.

Um livro que conquistava trama decisiva quando Sylvio Romero, Mario de Andrade e Vinicius de Moraes, intelectuais de arguta inteligência e sólida formação, mudavam seus rumos, ampliavam horizontes até ali apenas eruditos, ao provarem do feitiço do samba e do lundu: ao sentirem o magnetismo da canção do chão do Brasil.

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