Memórias da Ausente: Monólogo da morte em vida em sociedade

Por Américo Venâncio Lopes Machado Filho

Sobre o livro

Uma mulher, incógnita, constrói um monólogo, em que algumas de suas lembranças são introduzidas, ao leitor, sem qualquer compromisso com a linearidade temporal ou espacial.

Buscando romper com qualquer possibilidade de amarra ética ou estética, a personagem compõe sua obra com o apoio da incidentalidade textual, em que seus pensamentos ou seus posicionamentos são quase sempre confrontados, com os de diferentes intelectuais, filósofos, estudiosos da língua – como ela –, músicos e, sobretudo, literatos e poetas, no sentido de melhor interpretar o palco e o pano de fundo que condicionaram seu eterno mal-estar humano e seus consequentes desapego e rejeição à vida em sociedade.

Funciona seu trabalho como um verdadeiro manifesto contra a natureza humana, embora procure, no texto, de alguma forma isso disfarçar, mas cujo resultado acaba, enfim, por se evidenciar e responder a uma exigência que a si sempre impôs, para quando julgasse ter as condições intelectuais e o tempo necessários, a de articular na escrita um derradeiro ato de criação existencialista.

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