GARIMPANDO SENTIMENTOS

Por HUMBERTO EUSTÁQUIO

Sobre o livro

O próprio título da obra sugere simplicidade, tanto na forma literária, quanto no seu entendimento. A cada verso, a cada idéia, é como se de fato, estivéssemos garimpando, apurando, revisando nossos sentimentos.

Segundo o “Pai da Geometria”, de qualquer ponto de partida se mede uma circunferência. Assim são esses versos, escritos nos momentos de insônia, quando vem a inspiração. Para o autor, “bendita insônia”, que o leva a “garimpar seus sentimentos”. O livro nos leva a reflexões, retratando com extrema realidade o dia a dia de qualquer um de nós, insinuando-nos a também, garimparmos os nossos sentimentos.

“Pró-cura da saudade…Quando a saudade aperta…Finja ser um poeta…Falando de um amor antigo…Começamos como amantes… Transformamos em almantes…” Ah! Se parássemos para refletir sobre o sentido ativo dessas palavras, viríamos que são centelhas que abraçam os corações dos amantes e poetas.

Segundo os mais antigos, saudade não se sente, saudade a gente mata. Poetas todos somos, segundo o autor. O que nos falta é coragem para expor o que sentimos. Ao poeta não importa agradar o leitor, mas tão somente desaferrolhar corações, como forma de eliminar sentimentos ali enclausurados.

Com as ideias contidas nos versos, é como se viajássemos no mundo imaginário, revivendo momentos de intensa magia. A kombi serve a um árduo trabalho junto a uma sociedade desassistida pelo poder público. Mas se até o Velho Chico mingou, a velha kombi acabou, enquanto a saudade consome…

Transmite uma nova reflexão sobre a Verdade, o Amor, a Caridade e a Solidariedade, a partir do tempo em que era criança. Lembra do tempo em que não havia tecnologia, nem poupança, nem gastança, pois não havia com o que gastar,” muito menos o celular”. Leva-nos a concluir que a evolução tecnológica, por um descuido nosso, muitas vezes vai de encontro à evolução moral da humanidade, como um todo.

Mas, “já não somos tão maus”, acredita o autor e que “Jesus é o modelo e Maria o exemplo”. Respeita-nos, caso pensemos o contrário, mas nos aconselha “a fechar este livro e deixá-lo para quando estivermos dispostos a mudarmos de atitude”.

Duvido que alguém vá fechar este livro, a não ser para expô-lo em local adequado ou emprestá-lo a um amigo, recomendando sua leitura e reflexão.

Nova Viçosa/BA, Maio de 2016.

Ana Rosa

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