A morte social do indivíduo: História nua e crua de um esquizofrênico sofredor

Por José Osório de Lima Filho

Sobre o livro

Conheci Osório entre consultas e grupos terapêuticos no CAPS de Apodi-RN. Eloquente, participativo, questionador, sempre disponível a ajudar… e carregando uma história que precisamos conhecer.

Neste livro, ele descreve os caminhos e apuros percorridos e sofridos em sua vida, da infância à adultície, do filho da zona rural de Apodi, do adolescente e suas descobertas ao adulto: pai, professor, cidadão.

“Devemos não somente nos defender, mas também nos afirmar, e nos afirmar não somente enquanto identidades, mas enquanto força criativa” – Disse Foucalt. Osório impôs à sua vida a sua força criativa! Afirmou-se como o que quis ser, sem jamais desistir dos planos que traçou quando menino; um persistente na busca por conhecimentos, sempre fazendo destes a grande chance para a sua liberdade.

Conhecedor do diagnóstico que o acompanhou desde a adolescência, explorou enciclopédias, especialistas e pensadores. Percorreu as fontes provedoras da sociologia, da filosofia e da História; mergulhou nas correntes da psicopatologia e discutiu as mais diversas formas de tratamento para tão somente viver a vida de forma mais plena.

Fez-nos tantas vezes orgulhosos, equipe CAPS e família, diante de sua poesia e das diversas aprovações em concursos. Tantas vezes encantados e reflexivos diante de suas palavras nas rodas de conversas.

Tantas outras vezes felizes pelas suas conquistas: as fotos de sua filha ainda nos enchem os olhos e provocam nossa melhor ternura no grupo de WhatsApp. Suas vivências e memórias, mais suas Histórias aprendidas e vividas ainda nos enchem de esperança e impulsionam os nossos fazeres todos os dias.

Como é bonito conviver com a construção de sua autonomia, acompanhá-lo no seu processo criativo após ter passado por momentos tão dolorosos de privação de liberdade!

Este livro sinaliza a capacidade e perspectiva de mais altos voos, carregando consigo as mudanças e transformações que nada têm a ver com rótulos de “normalidade” que nascem da coragem, do amor e da fé, porque “é necessário se espantar, se indignar e se contagiar, no ouvir é possível mudar a realidade”.

Nice.

Maria Micheline de Abrantes PsiquiatraCRM/RN 4103

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