Sobre o livro
O proposito deste livro é compreender os mecanismos da propaganda e da contrapropaganda paulista durante o chamado “movimento constitucionalista”, desencadeado no dia 09 de julho de 1932, na cidade de São Paulo, onde são analisadas as técnicas de elaboração e difusão da propaganda, bem como seus efeitos, o uso das mídias — então tecnologicamente disponíveis — o recurso às artes visuais, à imprensa, ao rádio e ao cinema, a heráldica e a medalhística, o emprego da censura e a presença dos boatos, bem como impactos remanescentes.
Todo esse esforço torna possível perceber, ao menos em parte, o porquê, passados quase noventa anos daquele movimento armado, visões distintas e não isentas de paixão ainda marcam suas análises e o conflitos de narrativas e os argumentos que as sustentaram em 1932.
A pesquisa limitou sua análise à propaganda e à contrapropaganda paulista, nos momentos que antecederam e durante o movimento cívico-militar, concentrando o foco da pesquisa nos quase três meses de luta.
Assim, a proposta do autor é observar como se processou a construção — por meio da propaganda paulista — a ideia de que o movimento de 1932 era essencialmente constitucionalista; investigar como foram empregadas técnicas de censura, contenção de boatos e notícias falsas; analisar como atuou a propaganda paulista na desconstrução das informações de seus adversários, que classificava o movimento como separatista, comunista, fascista ou elitista, divorciado dos interesses das classes proletárias e identificar, na contemporaneidade, reflexos nas imagens, na vida cotidiana e na toponímia — artes e mídia — associados ao movimento constitucionalista.
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