Sobre o livro
A soberania e as tradições de uma nação têm algum valor e devem ser defendidas? Para Plínio Salgado, essa resposta exige uma imersão na história, na filosofia e na sociologia.
Rebatendo à compreensão superficial e demagógica do nacionalismo pelos homens do seu tempo, ele apresentava uma alternativa baseada em princípios filosóficos e no exame da natureza e destino dos seres humanos.
Na presente obra — repleta de textos inéditos — o leitor terá acesso a quarenta anos das suas reflexões.
Em 1937, Plínio Salgado estava cercado. Para a União Soviética, matá-lo era sua maior prioridade na América do Sul — ele foi decretado como a pior ameaça ao comunismo na região.
Na Alemanha, o Partido Nazista o definiu como “um dos mais perigosos adversários do nacional-socialismo”, segundo René Gertz. Agora, o presidente dos Estados Unidos, Franklin D.
Roosevelt, anunciou ao embaixador do Brasil em Washington, Oswaldo Aranha, que exigia de Getúlio Vargas o combate a Plínio Salgado. Ele ficaria foragido por mais de um ano, fugindo graças a sinais milagrosos. Em 1939, se rendeu e foi exilado em Portugal.
Ninguém no Brasil teria mais credenciais para explicar e defender o nacionalismo do que Plínio Salgado.
Considerado por Juscelino Kubitschek como “um símbolo iluminando o futuro” e “uma página admiravelmente gloriosa” da história do Brasil, ele foi o mais importante líder e articulador pela soberania e tradições do Brasil no século XX.
Mentor intelectual de dois Presidentes da República e de centenas de deputados federais e senadores, consagrado como o maior romancista do Modernismo Brasileiro, líder do maior movimento de massas da história da Ibero-América, idealizador das realizações políticas e econômicas mais revolucionárias do Brasil entre as décadas 1940 e 1970, principal influência da construção de Brasília e principal articulador da Revolução de 1964, parte considerável da história do Brasil se confunde com o seu nome.
Considerado por muitos como “o maior brasileiro de todos os tempos”, Plínio Salgado apresentou o mais sério projeto nacionalista da história da Ibero-América.
Esse projeto foi destruído pela tríade Berlim-Moscou-Washington em 1937, combatido em seguida por Getúlio Vargas e pela Internacional Comunista, e, após a liderança por ele da Revolução de 1964, alcançou o seu apogeu no governo do seu discípulo Emílio Garrastazu Médici, apenas para ser desmontado pelos governos liberais a partir da redemocratização.
Hoje, muitos observam que o Brasil tem sido uma colônia internacional, sem mais autoestima nem orgulho. A necessidade de assumir uma nova atitude, em prol de criar um país forte e soberano, passou a ser vista como urgente para impedir a destruição do Brasil. Nesse caso, pode ser que ninguém esteja mais preparado para sugerir rumos do que Plínio Salgado.
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