Sobre o livro
O sertão não é apenas chão de caatinga e sol a pino. É também a paisagem interior de quem já carregou dor demais por tempo demais — e sobreviveu.
Versos do Meu Sertão reúne dez capítulos de poesia que atravessam as estações da alma humana: da seca e do silêncio que habitam por dentro, até a chuva grossa de janeiro que molha até os ossos e devolve a alegria de estar vivo.
Em linguagem que mistura o cordel rimado com a leveza da poesia livre contemporânea, cada poema é uma parada nessa travessia. O mandacaru que guarda o verde dentro da casca mesmo no tempo seco. A carta que nunca foi mandada, mas que também é uma forma de amor.
O reencontro de quem voltou diferente para um lugar que continua igual. A arte difícil de ser raizeiro de si mesmo. Este livro é para quem conhece a saudade com endereço certo, o meio-dia da dor sem sombra, e a beleza improvável de um broto nascendo depois da queimada.
É para quem acredita — ou quer aprender a acreditar — que a chuva sempre volta. Dez capítulos. Vinte poemas. Uma travessia completa do árido ao verde, da perda ao reencontro, da ferida à cura. “Até o mandacaru tem flor. Até eu.”
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