A Dinâmica Pulsional: Freud e a Teoria do Sujeito Dividido

Por Daniel Grandinetti

Sobre o livro

“A Dinâmica Pulsional – Freud e a Teoria do Sujeito Dividido” apresenta uma releitura das tópicas mentais freudianas em respostas às dificuldades levantadas pelos críticos, em especial Sartre, quanto à noção de um “indivíduo dividido”.

Com efeito, porquanto o inconsciente, enquanto instância psíquica, aparece, na teoria freudiana, como o verdadeiro determinante do agir, Sartre alega não ser possível ao sujeito assim determinado apenas por uma parte de si mesmo responsabilizar-se por inteiro pelas consequências de suas ações.

Se o inconsciente é o verdadeiro determinante do agir, é necessário reconsiderá-lo não mais como parte, e sim como o sujeito inteiro, uno e indivisível, sem, contudo, desconsiderar a diferença entre consciência e inconsciência e entre as demais estruturas das tópicas freudianas.

Trabalho de suma importância reconcilia a noção psicanalítica de ‘inconsciente’ com os avanços no estudo da consciência preconizados pelo cognitivismo e a neurociência, em relação aos quais a teoria freudiana jaz defasada, renovando-a na defesa das insubstituíveis intuições de Freud em tempos cada vez mais marcados pelo cientificismo e pelo biologismo.

Daniel Grandinetti é doutor em Filosofia e psicólogo clínico

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