Somos a Periferia que Escreve: Escrito por artistas do Grande Bom Jardim – Fortaleza/CE

Por Marcos de Sá

Sobre o livro

É notório que a desigualdade social também afeta as diversas linguagens artísticas, principalmente em contextos de periferia, de onde costumam destacar a violência, a miséria e o descaso.

Em Bom Jardim, uma das maiores periferias de Fortaleza, vinte artistas se reuniram para formar um coletivo, o PERIFERIA QUE ESCREVE, coordenado pelo escritor e educador social Marcos de Sá, que mora na comunidade há vinte e quatro anos e idealizou o projeto PERIFERIA QUE LÊ.

Desse encontro, nasceu o primeiro livro intitulado “SOMOS A PERIFERIA QUE ESCREVE” onde reuniu 48 textos com contos, crônicas, poemas e artigos em seus mais diversos temas.

Cada autoria expressou a sua voz com liberdade e os textos retratam injustiça, resiliência, fé, amor, beleza no cotidiano, denúncias, marginalidade e a pluralidade poética que revela cada sentimento.

A obra traz fotografias do coletivo Trindade Photography com imagens autorais produzidas no próprio bairro. Somando o trabalho artístico de 23 artistas da mesma comunidade que decidiram revelar em meio aos cascalhos midiáticos que existe ouro. Ouro de muito valor.

O coletivo planeja para 2022 a continuação desse trabalho e a busca de possíveis apoios para que a obra esteja disponível em versão impressa. A linguagem da literatura não é fácil, e permanecer diante desses contextos sociais é um ato de muita resistência.

Conheça SOMOS A PERIFERIA QUE ESCREVE ( @periferiaqueescreve ).

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