Páscoa Vieira diante da Inquisição: Uma escrava entre Angola, Brasil e Portugal no século XVII
Por Charlotter de Castelnau-L’EstoileSobre o livro
No dia 20 de agosto de 1700, em Salvador, na Bahia, “a negra Páscoa, hoje forra, que foi cativa de Francisco Alvares Távora”, nascida em Angola, é presa pela Inquisição.
Em seguida, é levada para Lisboa, em mais uma travessia forçada do Atlântico para ser submetida aos interrogatórios implacáveis do tribunal do Santo Oficio. A acusação: crime de bigamia. Casou-se no Brasil, sendo que seu primeiro marido ainda estava vivo em Angola.
É o que concluíra a minuciosa investigação, iniciada sete anos antes, percorrendo três continentes.
A partir de uma pesquisa histórica baseada no processo inquisitorial de Páscoa Vieira, conservado há trezentos anos nos arquivos eclesiásticos de Portugal, e em uma série de outras fontes de época, o livro oferece um impressionante panorama das sociedades escravistas do Atlântico sul – do Brasil e de Angola –, revelando o incisivo papel da Igreja nesses contextos.
Com vasto conhecimento sobre o Brasil colonial, a historiadora francesa Charlotte de Castelnau-L’Estoile narra, antes de mais nada, o destino de uma africana que enfrentou,com valentia, as violências impostas pela escravidão.
Nesse caminho, o que se destaca é a voz de Páscoa Vieira, que mesmo presa nos porões inquisitoriais, submetida ao medo e a repetidas sessões de interrogatório nunca se dobrou frente aos juízes da Inquisição. É, portanto, uma trajetória de força e resistência que descobrimos neste livro.
Salve esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.
📄 Baixar PDFAvaliações dos leitores
Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.
⭐ Reviews dos leitoresAmostra Grátis do Livro
Faça a leitura online do livro Páscoa Vieira diante da Inquisição: Uma escrava entre Angola, Brasil e Portugal no século XVII, escrito por Charlotter de Castelnau-L’Estoile. Esse é um trecho gratuito disponibilizado pela Amazon, e não infringe os direitos do autor nem da editora.













