O tecido do tempo: o patrimônio cultural no Brasil e a Academia Sphan: a relação entre modernismo e barroco
Por Mariza VelosoSobre o livro
Esta obra suscita imediato interesse de antropólogos e sociólogos, pois as perguntas – o que preservar e por que preservar – exigem respostas baseadas em uma ordem de valores, impondo à reflexão conceitos como tempo, memória e história, que sustentam representações e constroem a teoria e a prática em torno do patrimônio cultural.
Esta é uma pesquisa pioneira, um dos primeiros pilares plantados para a criação desse campo de estudos dentro das ciências sociais.
Além de estudar a gênese de uma instituição cultural, Mariza Veloso faz uma leitura original do modernismo brasileiro, de seu vanguardismo singular que valoriza o novo e não abre mão da tradição, daquilo que tem valor histórico ou estético, do que uma sociedade não pode se esquecer.
Um dos achados mais importantes da autora refere-se à compreensão da instituição entendida como Academia Sphan, pois ali produziram-se estudos, pesquisas, livros e ensaios sobre o patrimônio cultural.
Outro achado importante é a relação original entre modernismo e barroco, homologias inusitadas entre dois momentos paradigmáticos da modernidade. A obra é também endereçada aos que se dedicam à história das ideias e ao pensamento social no Brasil.
Por acrescentar conhecimento sobre o assunto, por munir de conceitos e argumentos aqueles que se interessam pelo tema, esta é referência básica e continuará a ser lida, citada e reproduzida por estudantes, pesquisadores e técnicos envolvidos no estudo do patrimônio material e imaterial.
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