Memórias póstumas de Brás Cubas: edição bolso de luxo

Por Machado de Assis

Sobre o livro

  Com prefácio do escritor Geovani Martins e posfácio da tradutora Flora Thomson-DeVeaux, esta edição do clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas nos oferece um cruel retrato da mentalidade da elite brasileira do século XIX que ainda perdura no presente.

 Publicado em 1881,  Memórias póstumas de Brás Cubas  surpreendeu a sua época com as lembranças fragmentárias de um improvável narrador defunto que, depois de morto, decide celebrar o grande fracasso que foi a sua vida.

Assim, encaramos na obra, como afirma Geovani Martins, a figura deste herdeiro como um “fracassado de sucesso”, cujos privilégios, mesmo com sua escancarada mediocridade, se mantêm às custas da exploração dos outros.

Não à toa, essa mesma mentalidade senhorial retratada ressoa nos gritos de protesto das elites que esbravejaram contra a garantia de direitos às trabalhadoras domésticas no século XXI.

 Marco definitivo na cultura brasileira, a obra cada vez mais se firma como um clássico da literatura ocidental, fascinando leitores estrangeiros, como aborda Flora Thomson-DeVeaux, tradutora do livro para o inglês, levando-nos a refletir sobre o duradouro legado de nossa miséria.

* Leitura obrigatória do vestibular da UFSC.

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