Na dúvida, é melhor não mentir

Por Luiz Gustavo de Sá

Sobre o livro

O ano é 2004. Ricardo Galego é um jornalista de 45 anos desempregado. Ele se encontra acomodado em uma vida banal e sem maiores expectativas quando Beatriz, sua namorada, engravida inesperadamente.

Ao mesmo tempo, recebe uma oferta de trabalho como freelancer de Mamede, editor de um jornal sensacionalista.

Sua missão é viajar para Lisboa a fim de averiguar as perigosas ligações de uma cartomante exilada, Madame Yvone, com uma rede de prostituição em Brasília, que colocou políticos e empresários como alvos de uma CPI que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Galego, então, conhece, no seu primeiro dia em Lisboa, uma jovem bonita e misteriosa, Jussara. A partir do encontro com Madame Yvone e o interesse por Jussara, Galego se vê envolvido em um crime misterioso.

Com texto fluido e personagens construídos com muito cuidado, Na dúvida, é melhor não mentir nos convida a refletir sobre como as verdades são subjetivas e variadas e como as mentiras podem ser intencionalmente forjadas a partir de diversos interesses, que podem ser inofensivos ou repletos de más intenções.

O livro marca a estreia no romance de Luiz Gustavo de Sá, premiado contista. Com ritmo intenso e muitas sutilezas, a obra envolve o leitor em um enredo engenhoso e bem-humorado, sempre na medida certa.

Entre jogos de poder e os bastidores da indústria jornalística, Na dúvida, é melhor não mentir entrega um olhar profundo e divertido da natureza humana.

Daniel Zanella Editor do periódico literário RelevO

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