Sobre o livro
Historicamente, desde a Renascença vários artistas em várias partes do mundo tiveram momentos de estados de loucuras ou de comportamentos desviantes, refletidas em suas obras.
Os códigos visuais dessas criações artísticas só passaram a ser percebidos e estudados por Freud que, através de seus escritos, incentivou tanto uma corrente de artistas, os surrealistas, a abandonarem a razão e pintarem com mensagens do inconsciente, como também despertou em outros psiquiatras o interesse pela pesquisa e interpretações de pinturas e esculturas de pacientes como esquizofrenias.
Os resultados foram o uso da arte como forma de diagnóstico e tratamentos, o surgimento de muitos talentosos artistas no meio psiquiátrico e até a criação de alguns museus especializados em arte e loucura.
Hoje, ao mesmo tempo que se estuda o fazer artístico como forma de expressão e terapia, a Psicologia da Arte tem se preocupado em resgatar e analisar as características psicológicas das obras desses artistas do passado.
Acreditando que só conhecendo o passado poderemos planejar o futuro com segurança, uma questão merece ser respondida: Quem foram esses artistas e o que até hoje já foi realizado por psiquiatras e psicólogos no campo da arte e loucura?
Esta obra traz biográficas de artistas, seus comportamentos desviantes, variações mentais, delírios religiosos e criação artística. Alguns fatos intrigantes como a relação entre o crime e a arte e as produções surrealistas.
E, no aspecto terapêutico, focamos a arte usada pela psiquiatria no tratamento de esquizofrênicos e a existências de museus especializados em arte e loucura.
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