Da nulidade da existência

Por Arthur Schopenhauer

Sobre o livro

Esse texto é o Capítulo 11 “Nachträge zur Lehre von der Nichtigkeit des Daseyns” (Complementos à doutrina da nulidade da existência), seções 143 até 148, mais apêndice do capítulo, de Parerga und Paralipomena (Obras Acessórias e Suplementos) volume 2, publicado em 1851 por Arthur Schopenhauer.

Esse texto reúne reflexões suplementares em que Schopenhauer reforça sua tese pessimista de que a existência não possui valor positivo em si mesma.

A vida é marcada estruturalmente pelo sofrimento, enquanto o prazer não passa da suspensão temporária de uma carência, o que impede qualquer balanço existencial favorável. Schopenhauer critica o otimismo metafísico e as tentativas de justificar o mundo como racional ou moralmente orientado.

Para ele, dor e tédio constituem os dois polos fundamentais da experiência humana: quando o sofrimento diminui, surge o tédio, revelando o vazio e a falta de sentido inerentes ao existir.

O capítulo aborda a vida como fluxo e a repetição incessante dos desejos e a morte como confirmação final da nulidade da vida.

Em tom ensaístico e aforístico, essas observações complementam “O mundo como vontade e representação” e consolidam o pessimismo schopenhaueriano, exercendo forte influência sobre o niilismo e reflexões existenciais posteriores.

Sobre esta edição, tradução direto do alemão do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2. Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, nesses casos, manteve-se a citação original e incluiu-se a tradução em seguida entre parênteses.

Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer, mas da tradução tem o indicativo da “, NT” nos parênteses.

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